Este espaço é para quem assim como eu é um observador da vida, dos que estão a nossa volta e de nós mesmos.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Limites...
Sinto sua falta em uma dimensão que só nós sabemos, em um mundo que só nós criamos, de resguardos e cuidados. Sinto falta das ruas por onde passamos, dos risos e loucuras que falamos, do teu olhar que queria se encontrar ao meu. Mas perdidos ficamos em um tempo que não durou, em um sonho que não vingou, e no desrespeito que nos perturbou, mas às vezes passeio sozinha por este tempo só nosso, então sinto uma dor aqui no peito, como se caísse nas ruínas de minha alma, como se fosse só um breu profundo e sem fim, os teus olhos ainda me olham, seu corpo ainda espera o meu, mas estamos inertes, parados, esperando um talvez vindouro, ou um até nunca mais.
Anestesiada, é como eu me sinto, vendo meus dias correrem, escapando como areia entre os dedos das mãos, a dor, a decepção, o querer e não poder já chegaram ao seu limite, e nada posso fazer a não ser, me anular mais uma vez por amar você. E esperar esta dor um dia passar.
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